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Poesia em movimento.
Van
Junho 2008

  • Porque até de amar o amor se cansa...
  • Eu gosto dos mergulhos mais profundos.... É isso. 
  • E quando olho no teu olhar nem um eco me responde. É puro silêncio.
  • Pra não dar o troco, vou engolindo muitos sapos.
  • Uma melancolia me invadiu de repente, como quem abre um livro e sente o cheiro do passado que nunca houve, sabe?
  • Mal sabia eu que hoje seria um daqueles dias de abrir Caixa de Pandora! Impressionante o quanto se vive e revive em apenas um dia.
  • Talento sem oportunidade é Carma.
  • Estica, estica, estica, estica.... Espreguiça, espreguiça.... Acorda!
  • Pessoas NÃO são descartáveis.
  • Agenda do dia: Comer brigadeirão. Perfumar a cama. Andar descalça. Fotografar o dia. Sentir um pouco de frio. Tomar banho de espuma. Dormir.
  • Quando um não quer, dois não clímax.
  • Esquecer é uma necessidade... (?)
  • Se você me ama, foda-me. Se não me ama, foda-se.
  •  Agenda do dia: Capturar idéias brilhantes. Reformar a boate. Escolher cores. Manipular essências. Criar. Colocar os pés pra cima.
  • Contabilidade noturna: 06 travesseiros. 03 almofadas. Lençóis cheirosos. 01 edredon macio cor de ameixa. E você na minha cabeça.
  • Acabou o dia. Só não acaba você em mim.
 
Van
Maio / 2008
  • As coisas ficam melhores através das lentes de uma boa máquina fotográfica. 
  • Contra poeira de madeira - Gotas de chuva fina e janelas abertas...
  • Isso de palco iluminado é só na hora do show. Nos bastidores as luzes são bem outras. 
  • Lentamente as coisas começam a acelerar...
  • Sinto-me sufocada em meu próprio espaço! Quero gritar até que tudo - finalmente - silencie.
  • Tudo acontece em Vanessatown!!!!
  • Passou um furacão e me levou. Vago perdida no meio da tempestade.... Entrei. No olho do furacão. Não sei de mais nada. Desaprendi tudo.
  • És a fartura e o vazio em mim!
  • Ata-me. Traga-me tuas cordas. 
  • Looking at the pouring rain. That's my soul out there.
  • Tô por aí, perdida entre um verso e outro. Comendo as palavras pra ver se aprendo.
  • Cercada de travesseiros e estrelas macias...
  • Paralisia existencial. Tanto para nada. Tanto e tão pouco. Isso cansa.
Van
Eu não sei nada. Só contemplo as miudezas espalhadas pela vida.
Um pó de estrela que risca o céu, um bigode de gato desenhando preguiças, uma réstia de luz passando pela cortina pesada, uma dor pesando nos olhos, as linhas das mãos mudando, a pele ficando mais seca, um relógio antigo soando no fundo do dia... Sei lá. Essas coisinhas que ninguém vê, sabe?
E eu, tonta, vejo demais. Mas saber, saber mesmo, não sei.
Van
O coração bem que podia
ser máquina com botão Liga/Desliga.
Talvez um dia eu consiga. ©
Van
Minha casa é onde respira minha pele.
Que sangra e grita. Que arrebenta e se agita.
Que morre e renasce Fênix, como num rebento.
Minha casa é onde eu a invento! ©



Postagem Coletiva - Tertúlia Virtual (Tema: "Que lugar te faz sentir em casa?")

Van
Eu gosto do amor que não acaba no ato.
Gosto do amor que não admite recato.
Gosto do amor assim, de fato
Van
Eis meu segredo desvendado: sou apenas humana.
Não sou de ferro nem de aço.
Eu também me despedaço.©
Van
Quero dizer que um dia existi.
E ainda existo ( e resisto)
Mesmo que assim, Invisível aos olhos de alguns. ©
Van
Nem montanha-russa
nem casa mal-assombrada
Nem queda-livre de torre
nem carrossel em alta rotação.
Frio na barriga?
Só se for de tesão!
Van
Para esquentar o frio:
Chá fumegante.
Banho quente.

Cobertor macio.
Você na mente.
©
Van
Desculpe, mas não posso distribuir amostras.
Meu amor vem sempre em doses completas. ©
Van
Quero engolir pedaços inteiros de mim.
Matar minha fome
de ser Eu novamente. ©
Van
Fiz um pacto com a vida.
Se ela deixar tudo mais leve,
Eu fico mais tempo com ela. ©
Van
Por quase um dia, segurei minha vida em tom maior.
Quase um dia de uma quase-alegria.
Mas agora deu-se o pior:
Voltei a existir em mi(m) menor. ©
Van
E há sempre esse desencontro entre mim e você.
Desvio na linha do tempo. Tic-tac engasgado.
Eu aqui. Você d'outro lado.
Tá tudo errado! ©